domingo, 25 de abril de 2010

(re)Começo

Teve um momento,
Teve um sorriso,
Teve uma fala,
Teve algo incrível.

A tua chegada se mostra viva a cada dia.
Meu coração às vezes pula por sentir tão grande alegria.
Não há como sentir que não é diferente.
O querer é meu novo desejo.

Fico sem palavras pra contar aos outros.
Tudo é novo, mas é certo.
E quando penso que posso te perder,
A loucura se instala.

Não sou perfeito o bastante pra você,
Nem nunca serei.
Mas o que sei é que eu posso:
Posso construir com você a nossa história.

Quero hoje poder te oferecer mais que ontem.
Mas menos que amanhã.
Minha meta é sempre renovar esse sentimento.
Pra que você não duvide o quanto eu quero você.

É o começo.
É um recomeço.
É um novo jeito de ser feliz.
É o jeito que vou te fazer feliz.



Finalizo,
Murilo de Carvalho

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Uma Nova Perspectiva

O céu mudou de cor.
A manhã se tornou mais calma.
Ainda não sinto o cheiro da noite,
Nem ao menos a vejo.

Sinto que o peso já não mora mais aqui.
Tenho vontade por novas metas.
Algo que ainda não planejei,
Mas algo que virá com os dias.

Quero sentir um frescor novo a cada brisa.
Mas não muito gelado.
Não consigo ser frio,
Por isso quero valorizar aquilo que está por vir.

Doce.
Assim quero enxergar meus novos dias.
Suave.
Assim quero que esteja minha alma.



Finalizo.
Murilo de Carvalho

terça-feira, 6 de abril de 2010

Instabilidade Climática

Fria manhã de um abril incerto.
As vontades e os desejos estão moídos.
A má noite de sono ensurdece
E ainda faz com que o cérebro fique em silêncio.

Relembro das manhãs calorosas.
Aquelas de um verão único.
Falta mais que um olhar.
Falta mais que uma simples paixão.

Quantas opções se disponibilizam.
Quantas e inúmeras são.
Mas qual o sentido de uma escolha
Se o poder da mesma já é fraco.

Penso sempre no talvez,
Ou às vezes no não.
Mas e a certeza daquele tão racional?
Daquele sim que se perdeu no orvalho da manhã?

Surgiu com o vento.
Transformou-se no vento.
Evoluiu-se na presença do vento.
Será que a brisa levará?



Finalizo.
Murilo de Carvalho

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sede

Espero que eu entenda.
Espero que eu desista.
Espero que eu insista.
Espero que eu viva.

Não quero um suor.
Não quero uma lágrima.
Não quero um grito.
Não quero um movimento.

Posso entender lentamente.
Posso desistir insensatamente.
Posso insistir desesperadamente.
Posso viver compulsivamente.

Que meus poros entrem em combustão.
Que meus olhos trabalhem em sentimentos.
Que minha garganta seja incessante.
Que meus membros ajam por impulso.

Mas nem que eu espere ou queira.
Os movimentos podem ser em vão
Se acaso aquele choro sair de um grito inesperado.
Mas nunca em vão deixarei de ser insaciável.



Finalizo.
Murilo de Carvalho

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Por Trás dos Olhos

Tenho tentado enxergar por trás dos verdes.
Ver onde é o começo.
Sentir como está o meio.
E decifrar como pode ser um possível final.

Na verdade não é uma história
Faltam as reais características de uma:
Não há divisões de princípio.
E, assim, o que seria o recheio e o ‘grand finale’?

Talvez o sangue que corre por eles
Não é mais o sangue quente e fervente de antes.
Mas eu gostaria, realmente, que fosse.
Que tivesse aquele tal vigor.

Sinto saudade do brilho.
Brilho que antes era tão reluzente.
Às vezes até caia uma lágrima.
Uma intensa alegria.

Preciso mudar?
Precisas mudar?
Por onde começar?
Fecho os olhos?




Finalizo.
Murilo de Carvalho

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Voltas e Voltas

Eu, ainda não sei se eu, sou eu
Sei que antes de tudo eu amo,
Saberia melhor se eu pudesse
Ver tudo dentro do meu eu.

Foi pra mim uma curtição,
Passou o tempo e acabou.
Hoje eu amo.
Descobri que fui admirado,
Amado e trocado.

O tarde nunca é tarde
Para dizer ao coração que ele é capaz.
Tentei dar a volta por cima
Porem, não sei se estou por cima.
Por cima é o melhor?
Eu prefiro outra posição.

Quem disse que sou eu,
Só sei que o meu eu hoje é TEU.




PS: esse não é uma poesia escrita por mim, mas pra mim.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Como será a próxima manhã?

Um sentimento sempre tem um peso.
Às vezes é leve como uma pena de um lindo pavão.
Outras vêm com o peso de um elefante africano.
E em nenhuma delas temos controle.

Quando a razão e a emoção batem de frente
Por mais que queira fazer do jeito mais tranquilo...
Por mais que tente da forma mais correta...
A fusão é que decide como se portar.

Fico pensando o dia de uma possível resposta.
Penso como será a reação, o semblante...
E o choro... Haverá?
Tantas perguntas!

Mesmo não querendo criar falsas expectativas
O ser humano insiste em pensar sempre pelo lado bom
Bom? Para quem?
Lado egoísta ou conservador?

O medo toma conta a cada segundo do dia.
A ausência física e também virtual.
A vontade de um oi ao vivo,
Ou de sentir aquele perfume.

Eu quero.
Preciso!
Não quero recomeçar novamente.
Só quero o pôr-do-sol na minha janela.




Finalizo.
Murilo de Carvalho