segunda-feira, 4 de junho de 2012

Apenas Um Pouco Mais


Talvez o motivo maior de um sorriso
Possa ser a concretização de um sonho.
Sonho daqueles que não se sonha e acorda e passa.
É daqueles que são pra viver acordado.


Eu descobri um sorriso doce e tímido
E há algum tempo ele tem me feito sonhar.
Passo dia, horas e momentos bons pensando
E só consigo querer mais.


Não dá pra imaginar como seria sonhar sem teu sorriso.
Sim, aquele de lado, aquele contido. 
Eu queria sonhar mais, 
No entanto, sei que o tempo mostra o momento certo.


Tenho deixado a ansiedade de lado.
Tudo para que o meu sonho não se estrague.
Tudo para preservar o seu sorriso.
Bem assim, desse jeitinho.


Qual seria a razão maior
Se eu não pudesse abrir minhas asas,
Divertir-me nos teus lábios alegres
E, enfim, deixar minha imaginar voar?


Inesquecível foi o teu sorriso
Naquela noite em que meu coração, então, pensou:
Será que é a minha vez?
Chegou a hora de eu me entregar?


E foi.
Totalmente imprevisível.
Cada um descobrindo o outro.
Aos poucos e em doses exatas.


Se hoje eu pudesse fazer um só pedido,
E seria feita da seguinte forma:
Sorria para mim,
Pois esse amor nasceu assim.


Finalizo.
Murilo de Carvalho

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Preparando Meu Acorde


Nem sempre é necessário fechar os olhos, as memórias acontecem por um simples piscar.
Algumas estranhas artimanhas infelizmente sempre ajudam a manter uma ferida aberta. E a busca dessa cura parece sempre infinita.
Hoje ao acordar, olhei o parque e via tudo em neblina. Ao fundo, bem escondido entre as árvores, havia um garoto sentado na grama e sozinho tocava uma flauta.
Um som tranquilo trazia notas doces, mas seu semblante não tinha qualquer expressão de alegria. Reconheci, então, a música que saia daquele instrumento e lembrei-me da letra triste e dolorosa.
 Às vezes as músicas podem significar magia, harmonia para aqueles que as ouvem, mas o que ninguém vê é como ela foi composta. Como o autor se sentia naquela noite, dia, ou tarde calorosa? De onde vieram aquelas palavras? O coração estava esperançoso ou aflito?
Os sorrisos nem sempre se expressam por clareza, mas também por necessidade. Uma combinação sorriso e olhar é difícil de ser interpretada hoje em dia, e essa realmente revela entusiasmo.
Olhei-me no espelho, após aquele momento de reflexão, e só o que me vinha na cabeça era o som daquela música emitida por tal instrumento.
Será que meu sorriso tem sido por necessidade? Será que minha alegria tem sido algo para agradar os demais?
Quantas vezes eu não sei o motivo do sorriso ou de uma lágrima.
Que nada é como planejado, todos nós estamos cansados de saber. Entretanto, penso que nosso telhado é sempre de vidro: frágil e transparente; fácil de ver e de ser atingido. 
A vontade agora é de compor. Descobrir como o coração anda e ver quais notas podem ser tocadas. Quero saber o nível de entusiasmo do meu som e, então, tocar qualquer instrumento para que essa melodia possa, então, ser ecoada.
Não obstante infelizmente, vocês nunca vão saber o teor da minha música.




Finalizo
Murilo de Carvalho

quinta-feira, 31 de maio de 2012

O Grande Laço


Era julho, bem na sua metade, e eu estava ali, como quem realmente não quer nada.
Já conhecia você de ouvir falar, mas nem ao menos um oi havia acontecido.
Você também sabia de mim, mas isso nunca foi o bastante.
Estávamos tão perto; apesar disso também não ter ajudado em nada.
E, então, você foi para longe.


E certa vez eu fui para o seu novo lugar e você me viu caminhando por um shopping.
Você me pediu meu telefone alguns dias depois e a conversa foi infinita.
Que prazeroso era ouvir você contando sua vida e poder contar da minha.
Coisas em comum, coisas engraçadas, coisas.
Lembro que só desligamos o celular, porque já eram 3 horas da manhã. Uow!


Os dias foram se passando e a gente foi se aproximando mais.
Dezenas de ligações e centenas de mensagens.
A gente não parava de pensar um no outro.
Tudo era compartilhado e a gente nunca tinha se falado pessoalmente.
Viramos o diário um do outro.



Dava vontade de estar perto. 
Dava vontade de sentir o cheiro. 
Dava vontade de simplesmente olhar.
Dava muita vontade.
E aí você me surpreendeu.


Exatamente no 15 daquele mês, em uma quinta-feira, você foi me ver.
Como foi bom olhar nos seus olhos e sentir o que eu tava sentindo: curiosidade.
Lembro da sua e da minha roupa naquela noite. 
Nossos braços não queriam soltar o corpo do outro.
Nosso beijo foi um encaixe perfeito.
A gente se cheirava, a gente se tocava. A gente estava tendo, enfim, o nosso encontro.


Ah, noite de lindas memórias...
Memórias que jamais serão apagadas. 

É óbvio esse meu pensamento. Simplesmente óbvio.
Como esquecer o dia em que eu conheci o meu eterno e grande amor?







Finalizo
Murilo de Carvalho

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Por Um Novo Tempo


Ontem a chuva lavou meu entendimento.
Incerto parecia o meu olhar,
Mas a gana por mudanças se instaurou.
Hoje o dia começa com nova força.


Talvez um vento frio me fizesse entender,
Mas só essa límpida água pôde me certificar.
O coração não é um vaso, 
Entretanto adubo é essencial.


Sinto-me como se tivesse sido medicado.
Uma nova injeção, uma nova fórmula.
Inexplicável, mas sinto correndo pelas veias.
Tudo em prol de um novo eu.


Meus sonhos agora se aliam a desejos.
Carnais ou emocionais, aprovo essa mágina mistura.
Encaro meu espelho e a pergunta é única:
Como fazer acontecer?


Então, dou ouvidos para essa voz que vem de dentro
E a resposta se faz clara:
Não sei quando, não sei como.
Todavia, esse dia há de chegar.


Finalizo
Murilo de Carvalho

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Quarteto de Regras

Uma pequena expressão.
Uma atitude desorientada.
Um rumo sem guia.
Uma nova carta.


Sigo a esperança de falar.
Não apenas o abrir de boca.
Mas o silêncio dos meus lábios
Reflete o grito do meu olhar.

Pego caminhos antes não percorridos.
Sigo rotas que eu desconhecia.
Entretanto, encontro luz.
Apesar das sombras fantasmagóricas.


Há um mapa que indica a trilha certa.
Todavia, nunca teremos a certeza de encontrá-lo.
Procuro por vias que me levam a sorrisos,

Mesmo que durante o percurso lágrimas aconteçam.


Escrevo roteiros e busco sintonia.
As palavras já não me são mais vagas.
Procuro por sentimentos em músicas,

Mas encontro vagas memórias inusitadas.


Grande dia será este!
Vivo o imenso prazer de não ter rotina.
Canto flores: rosas, orquídeas e tulipas.
E no alto daquela árvore sobrevivo a novos ninhos.



Finalizo.
Murilo de Carvalho

sexta-feira, 27 de abril de 2012

História que escreve história

A época era estranha, mas adorável.  
Reino Unido, século XIX.
Via-me em prosperidade,
Também em uma paz que excedia o entendimento.


Mas, então, fui levado à Camões.
Retrocesso? 
De forma alguma.
Apenas uma nova e misteriosa cultura.


Entre o lírico, o épico e o teatral,
Descubro novas formas de escrever.
São peças cômicas,
São aventuras por um mar profundo.


Felinos celebram novos afagos
Em meio a carícias e gracejos.
Talvez um brinde.
Talvez cevada.


Rodas de aliados.
Uniões que podem satisfazer prazeres.
Controláveis ou incontroláveis,
Apenas bons prazeres.


Apostamos as fichas, 
Pois todas as cartas foram coladas na mesa.
Valores, figuras, histórias...
Tudo está às claras.


Mas não se preocupe, 
Não se trata de um jogo.
É mais além:
Tratado firmado.


Finalizo.
Murilo de Carvalho

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Minhas veredas. Minhas certezas.

Certa vez eu joguei uma chupeta pelo telhado e lá ela ficou para sempre; ou talvez uma chuva, ou até mesmo um vento, derrubou-a de lá. Mas isso foi só por que eu quis. Mamãe sempre dizia que quando faço é uma motivação da certeza.
É, sou indeciso. Muitos até me acham sem opinião, que sou de deixar outros resolverem. Mas sabe que eu não ligo? Importa-me mais saber que só ajo se eu realmente acredito naquilo, naquela atitude. Assim me deixa mais tranquilo.
Eu pego caminhos e vou tentando construir pontes, mas isso nem sempre me leva para o destino certo. Eu junto um, dois, nove motivos, mas às vezes eles não são tão válidos. Não para mim, mas isso também se refere a quem eu encontro perdido por esses lugares. Lugares que eu descubro que são apenas meus, ou que finjo serem.
Do que adianta acertar? Qual o motivo de ver os próprios erros? Crescimento, acredito eu. Nem sempre compreendido pelas certezas, ou ainda pelas incertezas, continuo não me importando com o que vão pensar, apenas relevo o “me observar”. Enumero, pondero e chego a uma equação. Confuso, não?
Talvez eu queira um tempo que me faça mais certo. Talvez eu mal queira um tempo, apenas uma certa liberdade. Sigo. Autoconfiante e voraz. Sem máculas, sem máscaras, sem mágoas.  Estou aqui, pegando novamente um ou mais caminhos, mas certo disso.
As lembranças vêm dentro da mochila. Pesada, sabe? Mas vou carregar essa experiência e levá-la em prol da minha boa consciência. Em cada novo hotel, um travesseiro me aguardará e eu colocarei ali, tranquilo, minha cabeça. Repouso sereno e revitalizante, celebrando mais uma jornada conquistada.
Bom, hora de sonhar. Novos sonhos? Infelizmente não dá pra saber. Ou será que felizmente? É, felizmente. Chato seria saber qual o sonho dessa noite. Irritante saber que ao acordar surpresa alguma a mim seria revelada. Entretanto, curioso não posso deixar de ser. Daqui a pouco acordo de novo. Ansiedade reina.





Finalizo.
Murilo de Carvalho