segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Caro Setembro

Lembro-me de ti
Suave e harmonioso.
Um mês de surpresas
E principalmente de comemorações.

Éramos nós:
Novos, inocentes e esperançosos.
Comemorando aniversários e mais aniversários.
E quem disse que isso bastava?

Gostei daquele sonho
Sonhado todos os dias
E jamais concretizado
Por uma força muito maior.

Mas é muito mais bonito lembrar assim:
Das nuvens as quais nós flutuávamos.
Ou talvez, quem sabe,
Éramos nós quem fazia tudo flutuar.

Saudades de um mês que prolongou-se...
Mas saudades ainda mais de você que nunca chegou.
Sinto o beijo que nunca aconteceu.
Sinto o abraço que nunca me apertou.

Mas sonho a cada novo Setembro
Que você chegará.
E ainda que me despertará
Para novos e conquistadores sonhos.



Finalizo.
Murilo de Carvalho

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Nova Vida!

Dizem que tenho a mania de transformar tudo em poesia
Mas em que tipo de vida você vive?
Aquela que te faz rir e chorar,
Ou aquela que só anda pra trás?

Tenho a sensação de que agora
Os dias tem tido gosto.
Principalmente gosto de vitória.
Ou de conquista.

Não há nada mais saboroso
Nada que dá mais tempero à vida
Que a real essência de sentir-se vivo.
Que ter a sensação do sol tocando tua pele novamente.

Nem ao menos me lembrava como era o cheiro da manhã.
E hoje sinto cada cheiro que o ar me traz.
Tudo que antes era algo insignificante
Hoje tem sabor de magia.

Até o paladar para o amor tem outro sentido.
Não sinto mais que quero porque quero.
O querer tem uma nova motivação.
Motiva-me a saber qual é o real caminhar.

Desculpe-me se pareço subliminar demais.
Talvez superficial exacerbadamente.
Mas tudo o que me toca é por força divina.
E não penso em enlouquecer tentando entendê-Lo.



Finalizo.
Murilo de Carvalho

sábado, 31 de julho de 2010

Conceito Divino

Começo a entender o quão difícil é ser celestial.
Não importa como ou quando,
De alguma forma deve estar lá.
E também por aqui.

As pessoas culpam e se questionam:
Porque disso ou aquilo?
E culpam em tudo o mais alto dos céus.
Grande ignorância!

O mais fácil é lançar a culpa em outrem.
Pra se isentar de uma possível consequência.
Mas não é assim que acontece.
Pagamos por aqui.

Não acredito que Ele tenha escrito em linhas tortas.
O mais provável é que não saibamos interpretar.
Ou ainda, talvez,
Mal aprendemos a ler.



Finalizo.
Murilo de Carvalho

Incessante

Aquele andar já não é mais o mesmo.
Começo a perceber que a estrada é grande.
Mas também entendo que muito já percorri.
Então, porque não continuar?

Talvez sinto-me cansado em diversos percursos.
No entanto, a estrada continua a mesma.
Alguns obstáculos existem,
Embora eu saiba que posso passar por eles.

Buscando um oasis em meio ao sertão,
Começo a encontrar água límpida.
Nem ao menos sei o porquê procuro.
Mas aqui ainda tenho o melhor que há de mim.

Não deixo farelos pelo caminho.
Do que adianta sermos joões ou marias?
O que ficou para trás é somente uma história.
História que fará com que você alcance um novo destino.

Vamos entrar nessa jornada!
Arriscar sem medo de tropeçar.
Mas confiante de um novo ciclo.
Tendo a certeza de um renascimento.



Finalizo.
Murilo de Carvalho

terça-feira, 13 de julho de 2010

Culpado?

Resolvi encarar o que está fora das regras.
Mas quem as fez?
Por um não ou por um talvez,
Antes um falhar do que um não tentar.

A calmaria parece se estabelecer.
O preço a pagar é alto (ou não).
Mas aceito as consequências.
E, então, só ouço rumores.

Começo a viver os riscos de um crime.
Bem ou mal praticado, mas feito.
Mas o sabor alimenta a alma
E causa furor por mais um delito.

É como se sentisse o sangue correr pelas veias.
A adrenalina é grande a cada nova visita.
Um cárcere privado,
Embora com gosto de liberdade.

Sentença dada.
Ainda não sei por quantos meses, ou anos.
Pagarei cada dia com uma vontade nova:
A de renascer a cada sorriso seu.



Finalizo.
Murilo de Carvalho

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Trilheira

Penso em um sol que pode voltar a brilhar.
Lembro que talvez nem raios pode haver nele.
Um flutuar de espírito que age sem asas,
Pois cortadas com o tempo as mesmas foram.

Imagino-me de cabeça para baixo.
Tento ainda colocar o mundo dessa forma.
Mas gosto de como ele se encontra.
E a mim, então... Não me inverteria.

Tem uma sutileza de pranto.
Brota de mim, mas despeja-se nos olhos alheios.
Busco uma nova forma de vida.
Encontro-me em um caminho novo.

Em meio a verdes e amarelos...
Só encontro um azul trêmulo acima de mim.
Tons e mais tons de cores que ainda não conheço.
Caminho certo de um objetivo desconhecido.



Finalizo.
Murilo de Carvalho

domingo, 27 de junho de 2010

Hepta

Tudo começou com um número.
Depois foi acrescentado 7 dígitos.
E o tempo se passou.
Mas de acréscimo, apenas os dígitos e nada mais.

A minha cabeça entrava em pane.
O meu coração às vezes mal conseguia respirar.
E com nada novo eu me deparava.
Apenas novos dígitos.

Dei uma nova chance.
Investi em uma nova oportunidade.
Em vão trabalha o homem...
Mas quem disse em arrependimentos?

De peito aberto enfrentei.
Lutei como uma nobre batalha.
Mas não havia como estar em um tabuleiro;
Impossível jogar sozinho um jogo de duplas estando sozinho.

Retiro-me agora com todas minhas fichas e peças.
Deixo as minhas cores fora de todo esse jogo.
Embarco no meu mundo de sonhos,
Não obstante em busca de uma nova realidade.



Finalizo.
Murilo de Carvalho